Haja coração! Bandeirante "sabe sofrer" mas vence o XV de Jaú e está nas quartas de final!


Pra sonhar e conseguir sair desse martírio que é o Paulistão Sub-23, você precisa de muitas coisas. Mas uma delas é a mais importante de todas: "saber sofrer". E foi isso que o Bandeirante fez contra o XV de Jaú na Pedronera. O Leão da Noroeste mesmo com baixas importantes, fez o seu torcedor sofrer ao máximo durante boa parte do jogo, mas conseguiu vencer o Galo da Comarca e agora está entre os oito melhores da Bezinha. 

Depois da quase "batalha campal" que aconteceu em Jaú que felizmente acabou com um resultado muito positivo pro Leão da Noroeste, as expectativas na semana aqui em Birigui era que o jogo fosse menos violento e menos tenso do que foi domingo passado no Zezinho Magalhães. No entanto, a escolha do tarimbado Thiago Duarte Peixoto não convenceu nem bandeirantinos e muito menos jauenses (a gente obviamente por causa do lance polêmico da expulsão controversa do corinthiano Gabriel contra o Palmeiras em 2017 e os torcedores do XV por causa da atuação do próprio Thiago Duarte Peixoto na Bezinha de 2016 no jogo entre o time jauense e o Desportivo Brasil).

O BEC viria a campo sem Tatá (lesionado), Iury e o armador Danilinho. Mendes foi pra posição de Danilinho e Kitinho ainda seguia na do Tatá, de resto não mudou muita coisa. O primeiro tempo começou com o XV de Jaú (sem o seu craque Júnior Palhares, expulso no jogo em Jaú) muito mais incisivo e querendo buscar o resultado por motivos óbvios, mas o Bandeirante não conseguia criar boas chances pra chegar na meta do goleiro Rodrigo. As bolas ou não chegavam ou esbarravam na defesa jauense. O BEC sentia demais as perdas do Tatá, do Iury e principalmente do Danilinho que arma todas as jogadas pela meiúca bandeirantina. 

Quando parecia que o XV de Jaú (que estava ameaçando muito a defesa e jogava um monte de lançamentos na pequena área) chegava cada vez mais perto da meta do Barbato, um contragolpe do Bandeirante no final do primeiro tempo (precisamente 44 minutos do primeiro tempo) abriu uma brecha na defesa jauense. A bola chegou em Mendes que apostou corrida com os jogadores rivais e percebeu que o goleiro Rodrigo tava adiantado. Mandou um chute do meio da rua que acabou fazendo uma curva grande, encobriu o arqueiro rival e abriu o placar do jogo pro BEC num momento importantíssimo do jogo que o Leão não estava bem. Um golaço inesquecível pra desafogar o sufoco do primeiro tempo. 

Graças a esse gol, era certeza que o segundo tempo pegaria fogo. Principalmente pros lados do XV de Jaú que precisava agora de dois gols e partiria agora pro desespero. O Bandeirante graças as mudanças do técnico André Alves (principalmente as entradas de Agnaldo e João Vitor), botou a bola no chão como de costume e passou a pressionar o Galo da Comarca em busca de matar o jogo. Resultado? Um segundo tempo muito melhor do Bandeirante que o primeiro cujo culminou no segundo gol da equipe bandeirantina aos 39 da parte final. Félix arrancou do meio campo, correu sobre uma esquerda jauense totalmente vazia, passou a bola pra João Vitor que se encontrava frente a frente com o goleiro Rodrigo e o camisa 18 do BEC apenas tirou o arqueiro rival da trajetória com um toque na bola no canto direito. Era o gol da tão suada e tão merecida classificação. 

Infelizmente, logo após o gol e a comemoração do João Vitor, os reservas e a comissão técnica do XV de Jaú não aceitaram a comemoração do gol nosso e partiram pra cima na violência. Armou-se a confusão nos bancos da Pedronera e tentaram até agredir jogadores do Bandeirante como o Danillo Romão. Só o massagista do time bandeirantino foi expulso. É aquela coisa que eu esperava que quase aconteceu em Jaú (só não aconteceu lá porquê o jogo já tinha acabado) e fiquei muito apreensivo com a escolha do Thiago Duarte Peixoto, um juiz que é muito disciplinador e que eu sabia que não ia acabar bem o jogo aqui em Birigui. Tenho que dar os meus parabéns ao técnico André Alves que "pistolou" com razão e tentou botar ordem na casa pelo nosso lado (até gritou pra que alguns caras que estavam na arquibancada parassem de comemorar porquê ainda não tinha acabado o jogo).

Veio o apito final e o Bandeirante conseguiu uma vitória das mais importantes nessa campanha atual do Paulistão Sub-23. Uma vitória "cascuda", uma vitória contra um dos grandes favoritos do campeonato que investiu alto pra esse certame, uma vitória que testou o coração, a emoção e as reações do torcedor bandeirantino e principalmente, uma vitória conquistada na bola como tem que sempre ser. Esse tipo de vitória do tamanho do Bandeirante, que faz do próprio BEC um time fortíssimo e com casca suficiente pra conseguir uma das duas vagas de acesso para a Série A3.

Temos já adversário definido para as quartas de final. E para a nossa alegria, é um rival regional. O Osvaldo Cruz eliminou de forma surpreendente o Independente de Limeira dentro do Agostinho Prada em Limeira e vai enfrentar o Bandeirante em dois jogos. Eu falo em alegria porquê além de ser um rival regional, vai ter pouco deslocamento entre as duas cidades (91 km separam as duas cidades) e isso vai beneficiar os dois times na questão física. Ou seja, tem tudo pra termos um primeiro jogo no Breno Ribeiro do Val e um segundo jogo na Pedronera com os dois times jogando com força total e sem dúvidas de presença de jogadores. Só que por favor, eu peço que dessa vez seja tudo feito na maior paz e na maior tranquilidade. E que o melhor time vença e se classifique na bola. 

Faltam só quatro batalhas, torcida bandeirantina. O sonho do acesso aos poucos vai cada vez se aproximando da realidade. 

Pra cima do Azulão da Alta Paulista, Leão! Avante Bandeirante!
 

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